Domingão foi dia do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes, mais conhecido como ENADE, e foi realizado através de uma iniciativa do MEC para avaliar a situação dos nossos cursos de graduação.
Diria até que, graciosamente ingratamente, fui selecionado para realizar a prova, tendo em vista que estou terminando minha graduação em administração pela FEI de São Bernardo do Campo. E caso você esteja se questionando, sim a FEI tem curso de administração também, não somente engenharia como alguns podem ter imaginado.
Apesar de considerar domingo dia de Macarronada, Palestra Itália (não preciso dizer quão roubado foi o jogo contra o Fluminense) e Fórmula 1, tive que comparecer a uma escola pública da cidade, que particularmente não conhecia.
Compareci cerca de 30 (ou mais) minutos antes da prova e já fui direto para a sala, já que não estava muito a fim de ficar confraternizando do lado de fora. A fiscal conferiu meus dados na porta da sala e disse que eu poderia escolher uma cadeira a meu gosto. A sala que tinha quase o tamanho do meu quarto já apresentava alguns jovens (não que eu não seja, mas os que estavam lá obviamente estavam no primeiro ano da faculdade), então resolvi pegar um lugar neutro na sala, exatamente no meio.
Como ainda faltava um bom tempo para o início da prova, comecei observar o perfil das pessoas na sala. Sim, todos aqueles presentes seriam os futuros administradores, felizmente ou não. No exato momento veio a lembrança da notícia “estampada” nos principais meios de comunicação do país, o caso da Uniban, o caso da garota safadeeenha da saia curta, o caso da Geisy Arruda, de 20 anos, ou como cada um queira chamá-lo.
Mas qual o motivo de tal ligação? Acredito que a explicação seja simples. Apesar de não ter o poder de mensurar quão capazes as pessoas presentes nas salas eram, era notável que muitos que estavam lá não estavam, e possivelmente não estariam, capacitados para exercer uma função de valor para a sociedade, da mesma maneira que foi a apresentado pelo caso Uniban, seja por parte dos alunos, dos funcionários, da instituição empresa, e da própria aluna.
Não quero denegrir ninguém, mas este caso é absurdo de todos os lados, seja quantos existirem. Não sou só mais um daqueles falsos moralistas (até porque não sou um), porém sempre acreditei que devemos seguir os padrões de bons costumes que nos permeiam, respeitando e sendo respeitados, e acima de tudo entender onde nos encontramos no momento (tempo, espaço, situação). Todos esses princípios estavam ausentes neste caso.
A srta. Geisy, convenhamos, não estava com uma roupa adequada para estudos. O que seria uma roupa adequada para estudos? Qualquer uma que não tivesse a finalidade de causar, mesmo sem intenção, o que causou. As meninas de adm da FEI, em dias de calor e especialmente aos sábados, vão de vestido, mas em momento algum demonstram vulgaridade, conseguindo ser bem mais sexy do que no já famigerado caso. E nem vamos contar sua própria exposição na mídia.
Os alunos então… lastimáveis. Espero não me deparar com eles no mercado de trabalho, se é que eles entenderam algum dia o que isso venha a significar. Entendo que existem alguns poucos preocupados em estudar, que só estão lá devido a sua condição financeira e se sintam ofendidos com o caso… mas já era, imagem manchada.
E para completar a atuação pífia, a própria Uniban agiu, e continua agindo, como se fosse (e é) uma empresa. Simplesmente expulsa e logo em seguida desiste de seu ato. Age como bem entender, totalmente desnorteada. Lixo. Não dá para acreditar que existam intituiçõs (so called) de ensino dessa maneira.
E qual será o resultado deles no ENADE? Pouco importa, ao final de contas, este resultado não é um chamariz para o mercado e sim para as faculdades que adoram uma propaganda em cima dessas avaliações. Mercado contrato por comportamento, maturidade, visão de futuro e capacidade de aprender.
E quem toma por todas essas irresponsabilidades? O Brasil, que sofre na mão da mídia internacional, principalmente sendo chamado de hipócritas… que só soa como estereótipo. E como ficam os cidadãos batatenses (quem mora em São Bernardo do Campo)? Por brincadeira ou não, já que trabalho em São Paulo, as pessoas vem comentar dos atos bárbaros ocorridos na cidade.
Mas OK, depois de tudo isso a sala se enche e iniciamos a prova. E a fiscal até que era gatinha, devia ter minha idade, então dei umas olhadinhas para ela durante a prova e ela começou dar bola, cheia de sorrisinhos. Entreguei a prova, ela começou ficar vermelha e, quando ia saindo, olhei novamente para dentro da sala ela deu um tchauzinho sapequinha para mim. Qual foi meu pensamento?
“Essa ai deve estudar na Uniban!” hahahaha
Ai ai, sociedade é foda, será que um dia aprenderemos?
4 respostas Até agora ↓
Oscar Marins // Novembro 10, 2009 às 12:11 am |
Após comentar sobre a atitude dos alunos da UNIBAN ainda dá em cima da fiscal de prova?
E ainda tece um pensamento tão preconceituoso. Toda mulher que sorrir pra você estuda na UNIBAN?
As vezes fico decepcionado com o pensamento de alguns.
Mas se toda mulher que sorrir pra mim estudar na Uniban, serei obrigado a ficar sozinho pelo resto da vida.
osmarmachado // Novembro 10, 2009 às 7:10 am |
Novamente você vem com seus comentários agressivos, antes de para e pensar, Oscar, mas pois bem:
Primeiramente não há mal em xavecar a fiscal, porém só trouxe o ponto a tona para exemplificar o segundo ponto:
O Segundo ponto é que o “pensamento preconceituoso” foi utilizado para exemplificar o estigma na imagem da Uniban, que agora, possivelmente, será usado para associações esdrúxulas.
Agora quem teve o preconceito foi você: “Mas se toda mulher que sorrir pra mim estudar na Uniban, serei obrigado a ficar sozinho pelo resto da vida.” Isso não é preconceito? Você já conheceu alguém da Uniban para fazer tal afirmação? (eu já, e da de 10 a 0 em outras pessoas de outras faculdades).
Mas relaxa, com esse tpio de atitude, você ficará sozinho o resto da vida e dúvida que ela olhem para você.
Por favor, pense antes de criticar e entenda o ponto levantado.
Felipe Gobatto // Dezembro 1, 2009 às 1:20 pm |
E desde quando vc flerta com outras pessoas? (:P)
Eu acho o ocorrido uma palhaçada generalizda. A garota que provocou e a galera que se invocou…
osmarmachado // Dezembro 1, 2009 às 9:57 pm |
exatamente: “Palhaçada Generalizada”