Após as discussões quase incessantes no post da Julieta Venegas, vamos comemorar (como prometido nos comentários do post) o 10° Review de albuns do blog com este que figura, inquestionavelmente, entre os melhores albuns de Hard Rock de todos os tempos.
O album homônimo Whitesnake, e também conhecido como 1987 e Serpens Album, de 1987, levou David Coverdale, a época já 37, à seu segundo ápice na carreira, sendo o primeiro a participação no Deep Purple, o qual pertenceu de 73 até 76.
Diferentemente de outras bandas que costumam estourar em seus primeiros albuns (este era o oitavo), o Whitesnake já tinha uma carreira consolidada (sua ultima turne antes do 1987 foi encerrada tocando para mais de cem mil pessoas no Rock in Rio), porém após lançar este sucesso de mais de 8 milhões de albuns vendidos passou a figurar entre as maiores bandas de Hair Metal! Digo isso pois até então eles erão considerados uma banda normal de rock, porém o Coverdale já estava cansado e resolveu refaze-la, reformulando todo seu visual e seu som.
A gravação do album ocorreu com o excelente guitarrista Jonh Sykes, compositor de quase todas as músicas junto com o Coverdale, Neil Murray no baixo, Don Airey (atual Purple) no teclado e mais o ex-batera do Journey, Aynsley Dunbar. Porém logo após a gravação Coverdale deu pit reformulou a banda novamente, trazendo os posers guitarristas Adrian Vanderberg (o loiro) e Vivian Campbell (o moreno), Rudy Sarzo no baixo e o batera Tommy Aldridge.
O album tem duas versões, a americana e a europeia, e usarei a última como base, já que as músicas estão em ordem diferente. E a primeira é Still of the Night, terceiro hit do album. Este video do MTV awards é bem estranho, estão tocando com playback (assim eles conseguem ficar lambendo a guitarra e rodando, como pode ser visto no video), porém o Coverdale não está, apesar de estar cantando muito bem mesmo (será que não está mesmo com playback? Deixe sua opnião!):
A segunda música é Bad Boys, a única que não fala de amor e coração partido no album, e é bem Rock’n'Roll no mesmo estilo de sua próxima música, Give me All Your Love, sendo que ambas parecem ser feitas para serem cantadas pelo público em shows.
Looking for Love é mais uma power ballad, novamente falando do coração partido do Coverdale, que parece sempre dar muita emoção nesse tipo de música, e é seguida pela pesada Crying in the Rain, música regravada do album Saints & Sinners, de 1980.
A sexta música é a love song Is This Love, que disepensa comentários! No clipe aparece a namorada do David Coverdale, que logo o trocaria por um dos guitarristas da banda (Vanderberg talvez?). Ela também aparece em todos os outros clipes do album (Hero I Go Again e Still of the Night).
Straight for the Heart e Don’t Turn Away são as músicas que mais aprecem o teclado clássico do Whitesnake, alias elas remetem as antigas músicas deles com seu rock clássico, sendo as de menos sucesso no album.
Chidren of the Night lembra as 2 primeiras músicas, pulando Still [...]. Logo depois vem o maior sucesso do album, Here I Go Again, que também é uma regravação do Saints & Sinners, e é realmente muito boa. O video a seguir é do Live in The Still of The Night, de 2006, talvez um dos melhores shows que já vi em DVD (para ver o clipe original clique aqui!):
E pra fechar o album ainda temos a pesada You’re Gonna Break my Heart Again (não confuda com Don’t Break My Heart Again, também do Whitesnake).
A primeira vista pensei que 1987 era um The Best Of, 75% das melhores músicas deles estão nesse album. O David Coverdale está em ótima fase (“pra variar”), apesar de estar começando a ficar um pouco rouco. Alias é impressionante como ele está em meados de 90, parece que o sucesso desse e do sucessor Slip of The Tongue, exigiram muito dele e acabou ficando um pouco “acabadinho”.
Não gosto de “Os 10 Maiores Albuns de Hard Rock / Rock”, por que tudo depende da fase que você está vivendo, mas se tivesse que fazer uma lista, este album estaria nela, com certeza. Também deixo a dica do Slip of The Tongue, de 1989, e Live in The Still of the Night, de 2006.
Comentem!
Desde que ouvi pela primeira vez Scenes From a Memory do Dream Theater, achei fantásitca a idéia do album conceitual, também chamado de ópera rock.