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Review – Rainbow – Rising

Setembro 11, 2009 · 8 Comentários

RainbowRisingSempre achei que albuns de rock, em boa parte dos casos, deveriam ser curtos e diretos ao ponto, sem muito lenga-lenga.

E Rainbow Rising, de 1976, está ai para provar que não estou errado! Composto de apenas seis músicas, com certeza esse é o melhor album do Rainbow e un dos melhores da época.

Sem comparações com o Deep Purple (e muito menos com os vocais do Ian Gillan), a banda de Ritchie Blackmore faz um Hard Rock de primeira linha, muito bem produzido, com os impecáveis vocais do anão Ronnie James Dio (que já era velho na época!) e a batera agressiva do Cozy Powell, além de teclados e baixos muito bem ambientalizados. Definitivamente, uma das melhores formações do Rock.

Rising começa com Tarot Woman, que tem uma introdução no teclado bem legal e uma base Hard Rock muito bem feita, seguida da boa Run With the Wolf, onde o vocal do Dio faz toda a diferença, levando boa parte da música nas costas.

As duas próximas músicas lembram bem o Deep Purple (tá, comparei!). Starstruck tem uma introdução bem legal do Blackmore, e Do Your Close Your Eyes tem o consagrado estilo de riff do guitarrista:

O lado B do album conta com as duas melhores músicas do Rainbow e contam a história de um Mago e sua vontade de chegar ao céu, contada através das pessoas que trabalhavam para ele, possíveis escravos (nenhuma influência do Dio nessas letras, né?). Ambas também demonstram Cozy Powell na sua melhor forma, mandando muito bem.

E logo na introdução de Stargazer, Cozy já começa com um solinho, alias, música que acabou de ser regravada pelo Dream Theater em seu último CD, e é toda orquestrada. Os vocais do Dio também estão espetaculares nela (redundância dizer isso?).

Dio solo mandando Stargazer:

E a última música é Light in Black, com uma pegada seca e rápida, com direito ao bumbo duplo do Cozy Powell no solo, que apesar de ser muito grande, é excelente:

Diferentemente dos outros albuns do Rainbow com o Dio, esse parece não ter existido muita frescura ou diversidade na gravação, simplesmente Hard Rock, e para quem gosta desse genêro,  é fundamental escutá-lo.

Só acho que este poderia ter sido um album conceitual, ficaria muito mais legal.

Ps.: Apesar de eu ter comparado com o Deep Purple, me desculpem, mas o Rainbow ainda fica longe deles.

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Review – Whitesnake – 1987

Agosto 8, 2009 · 15 Comentários

Whitesnake_(album)Após as discussões quase incessantes no post da Julieta Venegas, vamos comemorar (como prometido nos comentários do post) o 10° Review de albuns do blog com este que figura, inquestionavelmente, entre os melhores albuns de Hard Rock de todos os tempos.

O album homônimo Whitesnake, e também conhecido como 1987 e Serpens Album, de 1987, levou David Coverdale, a época já 37,  à seu segundo ápice na carreira, sendo o primeiro a participação no Deep Purple, o qual pertenceu de 73 até 76.

Diferentemente de outras bandas que costumam estourar em seus primeiros albuns (este era o oitavo), o Whitesnake já tinha uma carreira consolidada (sua ultima turne antes do 1987 foi encerrada tocando para mais de cem mil pessoas no Rock in Rio), porém após lançar este sucesso de mais de 8 milhões de albuns vendidos passou a figurar entre as maiores bandas de Hair Metal! Digo isso pois até então eles erão considerados uma banda normal de rock, porém o Coverdale já estava cansado e resolveu refaze-la, reformulando todo seu visual e seu som.

A gravação do album ocorreu com o excelente guitarrista Jonh Sykes, compositor de quase todas as músicas junto com o CoverdaleNeil Murray no baixo, Don Airey (atual Purple) no teclado e mais o ex-batera do Journey, Aynsley Dunbar. Porém logo após a gravação Coverdale deu pit reformulou a banda novamente, trazendo os posers guitarristas Adrian Vanderberg (o loiro) e Vivian Campbell (o moreno), Rudy Sarzo no baixo e o batera Tommy Aldridge.

O album tem duas versões, a americana e a europeia, e usarei a última como base, já que as músicas estão em ordem diferente. E a primeira é Still of the Night, terceiro hit do album. Este video do MTV awards é bem estranho, estão tocando com playback (assim eles conseguem ficar lambendo a guitarra e rodando, como pode ser visto no video), porém o Coverdale não está, apesar de estar cantando muito bem mesmo (será que não está mesmo com playback? Deixe sua opnião!):

A segunda música é Bad Boys, a única que não fala de amor e coração partido no album, e é bem Rock’n'Roll no mesmo estilo de sua próxima música, Give me All Your Love, sendo que ambas parecem ser feitas para serem cantadas pelo público em shows.

Looking for Love é mais uma power ballad, novamente falando do coração partido do Coverdale, que parece sempre dar muita emoção nesse tipo de música, e é seguida pela pesada Crying in the Rain, música regravada do album Saints & Sinners, de 1980.

A sexta música é a love song Is This Love, que disepensa comentários! No clipe aparece a namorada do David Coverdale, que logo o trocaria por um dos guitarristas da banda (Vanderberg talvez?). Ela também aparece em todos os outros clipes do album (Hero I Go Again e Still of the Night).

Straight for the Heart e Don’t Turn Away são as músicas que mais aprecem o teclado clássico do Whitesnake, alias elas remetem as antigas músicas deles com seu rock clássico, sendo as de menos sucesso no album.

Chidren of the Night lembra as 2 primeiras músicas, pulando Still [...]. Logo depois vem o maior sucesso do album, Here I Go Again, que também é uma regravação do Saints & Sinners, e é realmente muito boa. O video a seguir é do Live in The Still of The Night, de 2006, talvez um dos melhores shows que já vi em DVD (para ver o clipe original clique aqui!):

E pra fechar o album ainda temos a pesada You’re Gonna Break my Heart Again (não confuda com Don’t Break My Heart Again, também do Whitesnake).

A primeira vista pensei que 1987 era um The Best Of, 75% das melhores músicas deles estão nesse album. O David Coverdale está em ótima fase (“pra variar”), apesar de estar começando a ficar um pouco rouco. Alias é impressionante como ele está em meados de 90, parece que o sucesso desse e do sucessor Slip of The Tongue, exigiram muito dele e acabou ficando um pouco “acabadinho”.

Não gosto de “Os 10 Maiores Albuns de Hard Rock / Rock”, por que tudo depende da fase que você está vivendo, mas se tivesse que fazer uma lista, este album estaria nela, com certeza. Também deixo a dica do Slip of The Tongue, de 1989, e Live in The Still of the Night, de 2006.

Comentem!

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Games Soundtracks – n°1

Agosto 4, 2009 · 5 Comentários

rrr** Eu poderia ter colocado o nome de trilha sonoras de video-games mas achei que ficaria muito feio!

Como vocês já notaram, umas das minhas paixões é a música, porém uma das minhas paixões que ainda não apareceu no blog é de jogos de video-game. E por que não unir os dois?

Movido basicamente por trilhas sonoras fantásticas como as de GTA e Tony Hawk (que alias me influenciaram fortemente nos meus gostos muscais do passado e atuais), resolvi dar atenção as trilhas que compõe os jogos, que por mais que muitas vezes não percebemos, são partes fundamentais para o conjunto da obra do mesmo.

E nada mais justo que começar com uns dos mais influentes jogos em termos de música, e por que não, da própria história dos video-games.

Rock & Roll Racing, de 1993, deu o primeiro passo para os jogos contarem com musicas de bandas famosas, que muitas vezes acabam tirando o foco até do próprio jogo.

Lançado primeiramente para o Super Nes (SNES), RRR consiste em lançar bombas, deixar objetos na pista e manter seu carro sem ser destruido. A jogabilidade é “muito boa” e o jogo é bem viciante!

A trilha é composta de cinco músicas:

Black Sabbath – Paranoid

Deep Purple – Highway Star

Steppenwolf – Born to Be Wild

George Thorogood – Bad to the Bone**

Henry Mancini – Peter Gunn

Mas melhor de que falar sobre as músicas, é escuta-las:

Este post foi uma homenagem a esse jogo que marcou minha infância. Vale a pena baixar um emulador e joga-lo para se divertir. Só ressaltando que este ainda não é o jogo que tenha iniciado as trilhas sonoras clássicas, como Mario e Sonic fizeram.

Pretendo no próximo post recomendar uma trilha que marcou meus anos inicias na música, e caso vocês tenham alguma, indiquem também!

**Algumas pessoas me criticaram quando citei que Bad to the Bone era do ZZ Top, pois foi assim que conheci a música… mas a alteração foi feita!

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Review – Roger Glover & Guests – The Butterfly Ball and the Grasshopper’s Feast

Julho 4, 2009 · 2 Comentários

ButterflyballDesde que ouvi pela primeira vez Scenes From a Memory do Dream Theater, achei fantásitca a idéia do album conceitual, também chamado de ópera rock.

E minha fascinação veio a se concretizar quando escutei pela primeira vez esta obra prima feita por Roger Glover. The Butterfly Ball and the Grasshopper’s Feast, de 1974, reuniu artistas do maior escalão da época para produzir esta obra baseada no livro homônimo de Alan Aldridge. Reza a lenda que o mesmo viraria a trilha do filme, porém nunca aconteceu…

A história conta, basicamente, a preparação dos animais, bem como a descrição deles, para irem a festa do gafanhoto. Ponto interessante é que o album vem com ilustrações de cada um deles (o próprio gafanhoto, a aranha, o coelho, a toupeira…) que coisa infantil, não?

Em 1974, Glover acabava de sair do Deep Purple e decidiu dar prioridade ao trabalho, que no início estava encarregado Jon Lord, e que ainda tocava teclado no Purple e não tinha tempo para produzi-lo. Mesmo sem tempo, Lord gravou boa parte das faixas com seu Korg. Glover decidiu que quase todas as faixas do album seriam interpretadas por diversos cantores, cada um interpretando um animal, dando o toque especial do album. Outra caracteristica é a curta duração das músicas no estúdio, preticamente sem solos, e o inverso acontecendo em um dos seus poucos shows ao vivo.

Butterfly Ball começa com a pequena introdução de Dawn para logo entrar os afiados vocais de Glenn Hughes em Get Ready. Emendando vem a discussão de Saffron Dormouse and Lizzy Bee, cantado por duas vocalistas de timbres bem diferentes porém muito potentes. Harlequin Hare mostra a impolgação do coelho com a festa e em seguida Old Blind Mole, com a topeira pouco empolgada em seu buraco, em um ritmo bem calmo… Magician Moth é aprimeira instrumental, praticamente no teclado, bem no estilo Fantasia da Disney.

A essa altura já teria postado algum vídeo pois as músicas anteriores são muito boas, porém o Youtube não tem video delas… e não sei onde está meu dvd com o show! Bom, a sétima música é a excelente No Solution seguida por Behind Smile, com o jovem David Coverdale nos vocais:

Mais um belo vocal feminino volta aparecer em Fly Away, uma das minhas preferidas, e novamente em Aranea, música com uma percursão muito legal.  A próxima música é a primeira de duas com Ronnie James Dio, a bela Sitting in a Dream.

Deep Purple with orchestra and Dio:

Se realmente o album tivesse virado um filme, Waiting seria o preludio dos “vilões da festa”, por se tratar de uma simples música e ser seguida de Sir Maximus Mouse, o rato trapaceiro, com um som bem forte. Dreams of Bedivere é mais uma instrumental no mesmo estilo da anterior.

Back Togheter Again é daquele famoso tipo do bebado tocando piano no bar, seguida da sombria Watch Out for the Bat. A “comevente” história de Little Chalk Blue precede ao banquete da festa:

The Feast é o banquete instrumental, como se alguem estivesse se apresentando ao piano. E finalmente Love is All! A música com Dio, a única que ganhou video-clipe, mostra a tão esperada baile/festa dos bichos:

E é em um triste clima que o album acaba com Homeward, contando a história da volta pra casa… ao ouvir esse música você pode praticamente ver os créditos subindo… principalmente quando as criancinhas começam a cantar.

Se você chegou até este ponto no post, aconselho muito escutar esse album, que supera o rock, se tornando algo significativo a música como um tudo.

Este foi o primeiro album conceitual dos próximos que pretendo fazer. Caso você tenha uma dica de um bom album conceitual, deixe um comentário!

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