Antes que eu receba uma enchurrada de críticas, por favor, leiam o post!
A Record realizou o oportunísimo A Fazenda nos últimos três meses e teve por seu fim no útimo domingo com a vitória do Dado Dolabela.
Bom, não acompanhei este reality show, e particularmente nenhum outro, porém sei que o Carlinhos (Mendigo, Merchan Neves) estava na pré-final (alias, o sensacionalismo encima da história dele já pode entrar para a história da TV).
E a pergunta que faço é, por que o Dado ganhou? Quem, hoje em dia, vai com a cara dele? O cara bate em mulher e vai noiado a programas de TV! E por que um cara carismático, e até merecedor do prêmio, como o Carlinhos não chegou na final? Não entendo o povo, o cara (Dado) é praticamente odiado por todos. Mas, talvez esse seja o fato que o fez ganhar.
O povo povão muitas vezes não sabe raciocinar e, principalmente, tem memória curta. Como vi em vários meios de comunicação o Dado “jogou o jogo”, arranjava brigas e se passava por bonzinho. Ele fez sua média e o povo caiu. E eu continuo não acreditando que ele ganhou.
E se for pensar bem, não tem nenhuma relação com políticos do Brasil, tem?
Apesar de já estar acordado, não queria acordar. Mas não tinha como, o despertador já estava programado para me acordar as 8. Não, eu não queria ver o Globo Rural, mas sim poder acordar e dizer que fiquei uma horinha a mais na cama.
Mas tudo bem, acordei e fui escovar os dentes e tomar um café, apesar de não tomar café de domingo antes de corridas, assim não fico muito agitado e posso ficar deitado na cama. Com o pão na mão, saio correndo para ver a largada da corrida. Não perco uma largada há algum tempo já.
Ligo na Globo e o Galvão está gritando alguma mensagem do Massa. Enquanto isso a câmera vai mostrando o belíssimo circuito de Valência na Espanha. Para quem estava lá no Gp da Europa, parecia um dia perfeito para uma corrida. A câmera derrepente mostra os carros se infileirando para a largada. Hamilton vem em primeiro e o Kovalainen em segundo, McLarens muito bem posicionadas para meu espanto. Mas meu espanto só aumentaria com a terceira posição. Sim, era ele, Rubens Barrichelo. RRRRRRRubens para o Galvão, nossa, ele tava muito chato.
Há cerca um mês atras escrevi um post sobre o Rubinho, falando sobre sua falta de sorte. Como ressaltei no post, sim ele é um bom piloto, mas a vida é traquina com ele. Sem contar a própria corrida em que ele deu aquela molada no Massa, essa é a primeira após o post e o acidente.
A corrida começa e sou obrigado a continuar ouvir o Galvão gritando as mensagens que o Massa enviava. A corrida ia normal, Rubinho não ia vencer, inclusive o Hamilton abria uma boa vantagem sobre ele.
Eis então o segundo pit-stop. Hamilton entra nos boxes e… cade os pneus??? Eu não acreditava no que via. Foram 4 segundos eternos, para a F1 definitivamente é uma eternidade. Mas mais do que não acreditar no erro, foi pensar que o Rubinho estava em um bom fim de semana e estava tendo sorte.
Bom, o final já conhecemos, e o Rubinho ainda carimba a céntesima vitória tupiniquim na F1. Boa! Mas Galvão, dizer que ele pode brigar pelo campeonato…
E ainda com seu grande coração faz uma ameaça homenagem ao Massa.
Não por não obter as coisas, mas por não chegar ao topo máximo.
Porém toda vez que penso isso, ligo na Globo domingão de manhã. Concordo que é um saco ter que acordar cedinho no domingo, mas a lembrança da Fórmula 1 permeia minha vida desde pequeno, já não consigo mais perder uma corrida.
Teoricamente, teria que ficar muito mais triste. Milionários correndo, belas namoradas (vide o Hamilton que namora a líder do Pussycat Dolls) e belos carros. Mas é então que vejo ele, nosso querido brasileiro Rubens Barrichelo.
Não quero tirar o mérito dele, o cara é bom. Ta ai há anos na Fórmula 1, ficou milionário através dela. Bateu vários recordes, sendo bons ou ruins (o piloto que mais demorou pra vencer uma corrida), ele conseguiu. O nome dele está ná história.
Voltemos. Este fim de semana não seria diferente. Sábado acordaria para ver o treino e domingo a corrida. Mas esqueci de colocar o relógio pra despertar no sábado. Acordo assustado e ligo a tv no exato instante que o Massa bate seu carro. Era o que faltava.
Como no caso do Michael Jackson, e outros, não queria acreditar que algo muito ruim tinha acontecido, mas sabia que tinha. Na hora lembrei do Senna. O cara foi direto no muro. Puts, que falta de sorte.
Falta de sorte? Essa frase não está relacionada ao Massa. No mesmo momento meio veio a imagem do Rubinho a frente dele… Foram poucos minutos e a constatação que para mim estava óbvia. Culpa do Rubinho.
Começei a dar risada. Não sei se era nervoso, mas no mínimo era engraçado. E logo depois fiquei com dó. Po, tinha que ser bem ele? Tá, a culpa não foi direta dele, mas ele dirigia o carro que soltou uma mola que voou na direção da cabeça do seu amigo, quase matando-o.
A vida não é injusta comigo, alias nem com o próprio Rubinho.
Mas ela é fanfarrona com ele. Esse ano ele não falhava. O carro da Brawn era o melhor. Esse era o ano. Era a chance da vida dele, mas seu parceiro conseguiu vender 6 corridas e ele nenhuma. Quando seu parceiro começou ir mal, seu carro ficou ruim e ele não consegue mais acompanhar os primeiros.
Coitado do Rubinho. Ele não é ruim, só não tem muita sorte.