Sempre achei, e apesar dos bons lançamentos que vêm ocorrendo mantenho ainda quase 100% a minha opnião, que as velhinhas grandes bandas de Rock tentam se parecer como antigamente e não fazem sua música de forma sincera, sem querer realmente transmitir sua mensagem.
E mesmo não sendo um grande fã (alias, nem sou fã) do Pearl Jam, acredito que Backspacer, lançado a cerca de uma semanita, demonstra um rock sincero, simples e bem-feito, inclusive longe de estar perto ???do estilo de som que consagrou a banda, o Grunge.
A banda liderada pelo muito bom vocalista Eddie Vedder parece ter deixado os excelentes riffs de Ten para trás, bem como um pouco da sua rebeldia e ideais. Sim, este album chega a soar de forma Pop… mesmo sendo, como já disse, um simples rock.
Backspacer começa com a melhor música do album, e com certeza a com mais energia, Gonna See My Friend, que realmente funciona com uma boa música para abertura de albuns, o início me lembra até Ramones:
Got Some é boa e também tem uma introdução bem legal. A terceira música é The Fixer, primeira múscia de trabalho, mas particularmente não sei se teria usado ela em primeiro lugar… bom, pelo menos se aproxima um pouco mais do que alguém que gosta de Pearl Jam iria gostar!
Como já se era de esperar, o album parece começar a perder um pouco da sua energia, porém Johnny Guitar ainda é boa, com uma letra até cantante. Just Breathe, The End e Speed of Sound são as tentativas (acho que não vão dar certo) de baladinhas para o violão, as duas primeiras inclusive sendo somente no violão.
Amongst the Waves é muito boa, música estilo meio de show! Com a banda tocando fazendo pose e meio cansada, e com a galera cantando. Unthought Know é mais ou menos… Supersonic é o segundo single e acabou de ser lançado, com uma pegada bem legal (essa é a melhor apresentação que encontrei!):
O album contém ainda a boa Force of Nature, mas nada de especial nela.
Backspacer não é dos melhores, porém a simplicidade com que é feito faz ele ficar bom, entretando se você não gosta do estilo de música deles, não aconselho escutá-lo.
Alias, esse post é de um album bem recente, não? Não podem me acusar de falar só de velharias!!!
Sempre achei que albuns de rock, em boa parte dos casos, deveriam ser curtos e diretos ao ponto, sem muito lenga-lenga.
E Rainbow Rising, de 1976, está ai para provar que não estou errado! Composto de apenas seis músicas, com certeza esse é o melhor album do Rainbow e un dos melhores da época.
Sem comparações com o Deep Purple (e muito menos com os vocais do Ian Gillan), a banda de Ritchie Blackmore faz um Hard Rock de primeira linha, muito bem produzido, com os impecáveis vocais do anãoRonnie James Dio (que já era velho na época!) e a batera agressiva do Cozy Powell, além de teclados e baixos muito bem ambientalizados. Definitivamente, uma das melhores formações do Rock.
Rising começa com Tarot Woman, que tem uma introdução no teclado bem legal e uma base Hard Rock muito bem feita, seguida da boa Run With the Wolf, onde o vocal do Dio faz toda a diferença, levando boa parte da música nas costas.
As duas próximas músicas lembram bem o Deep Purple (tá, comparei!). Starstruck tem uma introdução bem legal do Blackmore, e Do Your Close Your Eyes tem o consagrado estilo de riff do guitarrista:
O lado B do album conta com as duas melhores músicas do Rainbow e contam a história de um Mago e sua vontade de chegar ao céu, contada através das pessoas que trabalhavam para ele, possíveis escravos (nenhuma influência do Dio nessas letras, né?). Ambas também demonstram Cozy Powell na sua melhor forma, mandando muito bem.
E logo na introdução de Stargazer, Cozy já começa com um solinho, alias, música que acabou de ser regravada pelo Dream Theater em seu último CD, e é toda orquestrada. Os vocais do Dio também estão espetaculares nela (redundância dizer isso?).
Dio solo mandando Stargazer:
E a última música é Light in Black, com uma pegada seca e rápida, com direito ao bumbo duplo do Cozy Powell no solo, que apesar de ser muito grande, é excelente:
Diferentemente dos outros albuns do Rainbow com o Dio, esse parece não ter existido muita frescura ou diversidade na gravação, simplesmente HardRock, e para quem gosta desse genêro, é fundamental escutá-lo.
Só acho que este poderia ter sido um album conceitual, ficaria muito mais legal.
Ps.: Apesar de eu ter comparado com o Deep Purple, me desculpem, mas o Rainbow ainda fica longe deles.
E para dar ínicio aos novos albuns, resolvi começar com este que talvez seja uns dos melhores, se não o melhor (exagerei?) album de rock da música brasileira! Ah!, antes que esqueça, também fui motivado pelo show deles que vi no fim de semana passado, mas falo dele no fim do post!
Nós Vamos Invadir Sua Praia, de 1985, é o primeiro album dos jovens garotos do Ultraje a Rigor, liderados pelo vocalista e guitarrista Roger. Com um rock muito sincero, este foi o primeiro album brasileiro a conseguir um Disco de Platina.
Não sou muito fã do Rock Brasileiro, porém este é um caso de exceção. Diferentemente do que acontece nas bandas de sucesso, que adoram uma poesia melancólica na música, eles abordam temas engraçados e jovens, sempre com uma certa crítica a sociedade. E nesse caso também não é só o vocal que é destaque, pois o baixo tem linhas super bem feitas, a guitarra e a bateria não são só para acompanhar, sendo muito bem feitas também, fora os backing-vocals sempre bem posicionados.
O album começa com a música homônima Nós Vamos Invadir Sua Praia, que conta com a participação de outros vocalistas, incluindo o Lobão (é ele quem grita na hora do solo “Cade a minha farofinha Roger?!”). E o clipe é mais do que clássico:
A segunda música é Rebelde sem Causa, e talvez seja a mais ointentista de todas e é seguida de Mim Quer Tocar, música bem no estilo Reggae. Logo depois vem Zoraide, que foi uma sensação no show de domingo (não sei por que) e é um bom Rock’n'Roll.
A quinta música é Ciúme, que tem um refrão que ninguém esquece e duas versões, a do album original que é rápida, e a primeira versão que é lenta, como gravado no Acústico da Mtv de 2005:
A próxima música é outra que nem precisa de muita descrição pois Inútil também é um clássico da música brasileira (e de comercias de TV também!). Marylou tem uma bateria bem legal com uma letra muito clássica, inclusive se tornou umas das maiores marchinhas de carnaval de todos os tempos.
A BeatlenianaJesse Go, é muito boa também e acredito não ser cantada pelo Roger (alguem sabe quem é?). Eu Me Amo tem um baixo marcante que da todo o tom para a música e também é um clássico.
Se Você Sabia é outro excelente rock e tem uma letra muito engraçada. O album termina com Independente Futebol Clube:
É, este é mais um daqueles albuns que podem ser considerados um The Best Of, pois as melhores do Ultraje se encontram nele.
Também deixo a dica do acústico deles na MTV, que é muito bom.
Sobre o show deles, foi em Santo André, com chuva e pouco público, porém muito animado! Eles mandaram bem, apesar da guitarra estar “muito estranha” em boa parte das músicas. Ponto alto do show foi quando tocaram Sheena Is A Punk Rocker, dos Ramones, e seus maiores clássicos.
Dando um tempo nas discussões musicais, venho postar a segunda review sobre séries e essa vem com cheiro de infância!
Família Dinossauros é a série de 1991 exibida em diversas emissoras no Brasil e que mostra a engraçadissima história da Família Sauro. E para surpresa minha, a série foi feita pela Disney!
Como todo bom seriado/desenho de famílias americana (alias, eles me lembram bem os Simpsons…), eles contam com o paizão Dino da Silva Sauro que trabalha derrubando árvores para um chefe muito chato (!) e é casado com a Fran Sauro, e que tem como filhos os teenagersBob e Charlene, e o bebê do malBaby com suas mais que famosos frases “Não é a Mamãe!”, “Tem que me amar!” e “De Novo!”
Momento clássico do Baby:
Muito mais do que uma série engraçada, ela tem cenas/fatos muito marcantes como:
- O Baby quando come muito açucar e cria um chifre (episódio muito do mal)
- Aquela amiga da Fran, que só entrava na casa com a cabeça e vivia dando pitaco no relacionamento do casal Sauro, já que a mesma era divorciada.
- Todas as vezes que o Dino apanhava do Baby, ou quando o Baby enganava seu pai terminando a frase com “Não é a mamãe!”
- O amigo nóia do Dino, Roy, que sempre parecei estar meio perdido, e as demissões em seus empregos.
- A comida que as vezes eram os próprios dinossauros e ageladeira deles hehehe
- O dia que cortam a cauda da Charlene ou que o Dino tem que jogar a Vovó Sauro do penhasco (aquela mesmo da cadeira de rodas).
-E os programas de TV sempre engraçados, como aquele que o assistente de palco sempre é explodido e eles dizem: “Vamos precisar de outro Jimmy!”
Entre outros muitos momentos, a série sempre continha mensagens para os telespectadores de como a evolução seria algo ruim no sentido de preservação do planeta e mensagens morais. (Não postarei aqui, mas o final da série é o mais triste de qualquer outra série, eles acabam na Era do Gelo, trancados em casa, com um discurso do Dino sobre seus efeitos no planeta, e logo, entende-se, morrem..)
Mas chega de falar, esse capítulo é espetacular:
Parte 1:
Alguém notou as varias conotações sexuais???
O ápice para mim na segunda parte é com a polícia, principalemente na negociação:
Parte 2:
Infelizmente não existe nenhum Box oficial em português da Família Dinossauro, e dentro as pouquíssimas séries existentes, não recomendo assistí-la em inglês, pois a dublagem faz muito diferença nele.
E por acaso tem algum cena que marcou para você? Comente! De novo!
Após as discussões quase incessantes no post da Julieta Venegas, vamos comemorar (como prometido nos comentários do post) o 10° Review de albuns do blog com este que figura, inquestionavelmente, entre os melhores albuns de Hard Rock de todos os tempos.
O album homônimo Whitesnake, e também conhecido como 1987 e Serpens Album, de 1987, levou David Coverdale, a época já 37, à seu segundo ápice na carreira, sendo o primeiro a participação no Deep Purple, o qual pertenceu de 73 até 76.
Diferentemente de outras bandas que costumam estourar em seus primeiros albuns (este era o oitavo), o Whitesnake já tinha uma carreira consolidada (sua ultima turne antes do 1987 foi encerrada tocando para mais de cem mil pessoas no Rock in Rio), porém após lançar este sucesso de mais de 8 milhões de albuns vendidos passou a figurar entre as maiores bandas de Hair Metal! Digo isso pois até então eles erão considerados uma banda normal de rock, porém o Coverdale já estava cansado e resolveu refaze-la, reformulando todo seu visual e seu som.
A gravação do album ocorreu com o excelente guitarrista Jonh Sykes, compositor de quase todas as músicas junto com o Coverdale, Neil Murray no baixo, Don Airey (atual Purple) no teclado e mais o ex-batera do Journey, Aynsley Dunbar. Porém logo após a gravação Coverdale deu pit reformulou a banda novamente, trazendo os posers guitarristas Adrian Vanderberg (o loiro) e Vivian Campbell (o moreno), Rudy Sarzo no baixo e o batera Tommy Aldridge.
O album tem duas versões, a americana e a europeia, e usarei a última como base, já que as músicas estão em ordem diferente. E a primeira é Still of the Night, terceiro hit do album. Este video do MTV awards é bem estranho, estão tocando com playback (assim eles conseguem ficar lambendo a guitarra e rodando, como pode ser visto no video), porém o Coverdale não está, apesar de estar cantando muito bem mesmo (será que não está mesmo com playback? Deixe sua opnião!):
A segunda música é Bad Boys, a única que não fala de amor e coração partido no album, e é bem Rock’n'Roll no mesmo estilo de sua próxima música, Give me All Your Love, sendo que ambas parecem ser feitas para serem cantadas pelo público em shows.
Looking for Love é mais uma power ballad, novamente falando do coração partido do Coverdale, que parece sempre dar muita emoção nesse tipo de música, e é seguida pela pesada Crying in the Rain, música regravada do album Saints & Sinners, de 1980.
A sexta música é a love songIs This Love, que disepensa comentários! No clipe aparece a namorada do David Coverdale, que logo o trocaria por um dos guitarristas da banda (Vanderbergtalvez?). Ela também aparece em todos os outros clipes do album (Hero I Go Again e Still of the Night).
Straight for the Heart e Don’t Turn Away são as músicas que mais aprecem o teclado clássico do Whitesnake, alias elas remetem as antigas músicas deles com seu rock clássico, sendo as de menos sucesso no album.
Chidren of the Night lembra as 2 primeiras músicas, pulando Still [...]. Logo depois vem o maior sucesso do album, Here I Go Again, que também é uma regravação do Saints & Sinners, e é realmente muito boa. O video a seguir é do Live in The Still of The Night, de 2006, talvez um dos melhores shows que já vi em DVD (para ver o clipe original clique aqui!):
E pra fechar o album ainda temos a pesada You’re Gonna Break my Heart Again (não confuda com Don’t Break My Heart Again, também do Whitesnake).
A primeira vista pensei que 1987 era um The Best Of, 75% das melhores músicas deles estão nesse album. O David Coverdale está em ótima fase (“pra variar”), apesar de estar começando a ficar um pouco rouco. Alias é impressionante como ele está em meados de 90, parece que o sucesso desse e do sucessor Slip of The Tongue, exigiram muito dele e acabou ficando um pouco “acabadinho”.
Não gosto de “Os 10 Maiores Albuns de Hard Rock / Rock”, por que tudo depende da fase que você está vivendo, mas se tivesse que fazer uma lista, este album estaria nela, com certeza. Também deixo a dica do Slip of The Tongue, de 1989, e Live in The Still of the Night, de 2006.
Tentando quebrar algumas barreiras músicais minhas e aprender espanhol, resolvi escrever esta revisión musical.
E apesar da capa nada a ver, a mexicana Julieta Venegas fez seu quarto e ótimo album, Limón y Sal, de 2006.
Acabei conhecendo a multi-instrumentista de 38 anos na busca de aprender espanhol da mesma forma que aprendi inglês, através da música. E acabei simpatizando com a forma de sua música, que muitas vezes pode ser considerada altenativa. **Nesse momento você metaleiro bobão já deve estar falando: “E o Rata Blanca?”. Calma! A excelente banda argentina aparecerá em um futuro post, don’t worry.
Apesar de sua idade, Julieta só explodiu em 2005, quando ganhou o Grammy Latino “Melhor álbum de música alternativa” com o album Sí, e que viria a ganhar novamente em 2006 com o próprio Limon y Sal. No Brasil, a cantora é famosa principalmente devido aos seus duetos com Lenine e com Marisa Monte.
O album começa com a felizinha Canciones de Amor, para logo em seguida entrar Me Voy, defitivamente a melhor múscia do album:
Primer Dia conta com a presença de um manoRapper, deixando a música estilo Reggaeton. A música homônima Limon y Sal é o outro single do album, no estilo cantante da primeira.
A quinta música é Dulce Compañia, seguida da ótima De Que Me Sirve, com destaque para a sanfona veneziana…
A Donde Sea é a múscia com mais ”pegada” do album, seguida de Mirame Bien e No Ser, que me lembra um forró/baião (é, o album é bem variado), e depois Ultima Vez, uma música mais sombria.
A décima música é Eres Para Mi, que foi feita pra fazer sucesso, estilo Lily Allen no primeiro album: (esse clipe é meio bobinho, até por isso está qui hehehe)
No Hace Falta é precedida pela excelente Te Voy a Mostrar, destaque novamente para sanfona tocada por Julieta, fechando o album com a (provavelmente dançante) Sin Documentos.
Te Voy a Mostrar en vivo:
Em suma, o album é realmente muito bom e diversificado, porém não é nada de espetacular. A produção é de altíssima qualidade e as músicas sempre com algum requinte difirente.
Caso esteja procurando algo em espanhol e goste de Pop, aconselho fortemente escutar Julieta Venegas, pois, ao final de contas, ela tem uma voz muito boa.
E por acaso você conhece boas múscas em espanhol??? Deixem nos comentários, mas por favor, não me venham com Shakira, Julio Iglesias ou covers de clássicos em espanhol!
Após uma praia faraônica gelada, estou de volta para dar prosseguimento aos albuns conceituais, como prometindo em algum post anterior.
E foi graças a este album que me tornei fã do Dream Theater, uma das grandes bandas atuais do ProgMetal.
Metropolis pt 2: Scenes From a Memory, de 1999, marca o início de uma nova era para banda, sem mudanças em seu line-up, com o início do seu novo tecladista, e por muito pouco, seu quase ultimo album, já que estavam com muitos conflitos internos. Como eles mesmo descrevem, foi o album que mais se esforçaram para atingir todos os melhores aspectos de sonoridade. E concordo plenamente, os solos estão perfeitos, com bases muito bem feitas e pesadas, os vocais harmoniosos e letras muito boas, um album completo.
O DT é formado pelo vocalista James LaBrie e os virtuosos Jonh Petrucci e Jonh Myung, guitarra e baixo, o tecladista Jordan Rudess e meu baterista prefirido, Mike Portnoy.
Sem ser spoiler, Scenes conta basicamente a história, que com certeza é um dos pontos fortes do album, de um homem que vai a um hipnoterapista entender um pouco melhor seu passado, marcado por amor, ódio e morte, para entender melhor seu presente. Ele também é baseado na música Metropolis de seu primeiro album, Image and Words.
A música de abertura, Regression, é Nicholas, personagem principal, sendo hipnotizado, para logo depois entrar Overture, música instrmental que da o ritmo do album, com seu Riffs podendo ser vistos através do album, seguida da forte, porém sem solo algum, Strange Deja Vu, que marca o inicio da história:
Through My Words é a introdução no piano para a pesada Fatal Tragedy, que tem um solo animal ao fim dela. Logo depois vem a excelente, se não a melhor do album, Beyond this Life, com o melhor instrumental do album. Coloquei o video do Live at Budokan, show que vale muito a pena conferir, pena que não há ele inteiro no youtube só o massivo solo, mas no fim tem a múscia normal:
A sétima música é a bela baladinha Through her Eyes, que marca o momento triste do album, sendo seguida por Home, que tem uma pegada muito boa e um vocal sing-along bem legal.
A história vai chegando perto de seu desfecho com The Dance of Eternety, instrumental no mesmo estilo da segunda música do album, e One Last Time, que é onde Nicholas entende seu passado, tendo seu semi-desfecho em The Spirit Carries On, onde ele se liberta de seu fardo…
Porém a verdade só a revelada na última música, Finally Free, que fecha com chave de ouro, conseguindo caracterizar o fim de maneira excelente:
Bom, sem spoilers, o disco é realmente imperdível. Para aqueles que não gostam de rock progressivo, esse album é uma ótima pedida para seu conceito começar a mudar.
Talvez para os fãs mais metalbobão hardcores do Dream, o album seja muito “harmônico”, mas para mim está na medida certa.
Deixo aqui também mais duas dicas que valem muito a pena conferir, os DVDsLive in New York (Scenes from New York), de 2000, e Live at Budokan, de 2004, são muito bons e tem extras muito legais.
Ainda pretendo escrever sobre mais alguns albuns conceituais, se alguém tem algum dica, não esqueça de deixa-la nos comentários!
E pela primeira vez, quebrando a pequena tradição do blog, falarei de uma excelente série de tv, o The Sopranos.
A série foi criada em 1999 pela HBO, e devido ao grande sucesso, só veio a terminar em 2007. A história conta a vida da família Soprano, em especial do Tony Soprano, o italo-americano chefe da casa e da máfia. Além de tudo, a série consegue misturar cenas tensas com cenas extremamente engraçadas.
Tony é casado com sua fiel e católica, porém sempre permeada com pensamentos de que os meios possam justificar os fins (sustentar a casa), Carmela, com quem tem dois filhos, Anthony Soprano JR. e Meadow Soprano, que não concorda com a vida que o pai leva.
Logo na primeira temporada Tony começa sofrer ataques de ansiedade, e acaba por ter que consultar sua psiquiatra Dra. Jennifer Melfi, que proporciona algumas das cenas mais divertidas da série devido, principalmente, ao nervosismo dela com o paciente mafioso e o próprio comportamento infantil/sarcastico do Tony durante a consulta.
O Big Boss, como muitas vezes é chamado, tem alguns “negócios” como o puteiroBada Bing, casa de diversão, e o negócio da coleta de lixo, que acaba sendo uma indireta ao domínio que acontece tambem nos EUA, sendo dominado pela mafia. Alias a série está repleta desses fatos, algo que a torna muito mais interessante.
A “família” ainda é composta do Silvio Dante e do Paulie Walnuts, os dois braços do Tony e talvez os mais engraçados e mais familia italiana da série.
Ainda temos a mãe de Tony, Livia Soprano, que proporciona cenas ilárias e Corrado Soprano Jr., também conhecido como uncle Jr, até então chefe da máfia na primera temporada.
Se você gostou de The Godfather – O poderoso Chefão, não pode perderesta série. E talvez você possa ter notado alguma semelhança, mas Analyse This – Mafia no Divã, com Robert de Niro, é o filme que faz uma paródia da série, e é muito engraçado, valendo até um video aqui!
Ou seja, há algum tempo procurava uma série “séria”, e talvez, nesse modelo, essa seja a melhor série que já vi. As incriveis atuações, o modo que cada episódio é aborado e filmado, só deixam cade o roteiro muito melhor, parecendo que cada cenario/trilha sonora/personagem foi escolhido sem erros. Apesar dos capítulos longos, cerca de 50 minutos, vale muito a pena ver!
Talvez seja essa a resposta que você, ou qualquer outra pessoa, quando perguntado sobre o Chinese Democracy, de 2008, venha a cabeça.
O album começou a ser feito em 1997 pelo único remanescente da formação clássica do Guns, Axl Rose (tá, tinha o tecladista também, nada contra, mas não conta). O último disco da banda era o Use Your Illusion I e II, e desde a separação de Slash, Izzy e Duff McKagan (que formaram o Velvet Revolver depois de alguns anos), rumores começaram a aparecer de que um novo album seria lançado.
Foi então que começaram todas as expectativas em torno do album, e talvez o que tenha atrapalhado ele. Se você se lembra de quando era jovem, ou mesmo tenha vivenciado a geração Guns (alias, me lembro vividamente do poster, aquele da cruz com as caveiras, no quarto do meu irmão), sabe que tal expectativa não era em vão. Tanta expectatica parece ter gerado inúmeras mudanças no album, inclusive, e obviamente, no timbre da voz do Axl, o que torna as músicas ao vivo bem diferentes.
Mas não posso reclamar. Gostei muito do album, principalmente pelo fato de os antigos músicos da banda serem insubstituiveis, o que só dificulta na avaliação do album, principalmente quando se trata da guitarra principal e do baixo.
Chinese Democracy é o título da primeira faixa e único single do album, com riff marcante e um bom vocal do Axl, send ouma das melhores faixas, e talvez a que mais remete as origens da banda.
Chinese Democracy no Rock in Rio 3 péssima tradução da Globo/MultiShow:
Shackler’s Revenge também apareceu antes do lançamento do album no Guitar Hero 2, e mostra a idéia do Axl sobre elementos um poucos mais industriais, mas nada que deixe a música ruim, pelo contrário. Better é uma boa balada hard rock. Street of Dreams mostra o clássico piano do Guns.
A quinta música é If the World, que pra mim é a melhor do album, com o vocal “muito bem feito”, com a guitarra trabalhada e um ótimo teclado (olha ele ai!). Bom, como a música é muito boa e a Universal Group esta retirando todos os videos deles do youtube, colocarei a musica no guitar hero! =/
Catcher in the Rye volta a seguir a linha industrial com um solo tipo Slash. There was a Time é mais uma música com um vocal muito bem feito, dúvido o ver o Axl fazer estes falsetes ao vivo! Scraped, apesar da introdução, e Riad n’ The Bedouins, são outras duas boas músicas e bem pesadas, com boas pegadas de bateria, até antes não vistas no album.
O album segue com Sorry e I.R.S. A décima segunda música é Madagascar, que com certeza não e a melhor da banda, mas talvez reflita um pouco do novo momento da dela:
O album ainda contém This is Love e Protistute, sendo que a qualidade de suas gravações não parece muito boa.
Alias, dois interessantes pontos do album são: você consegue identificar claramente quais músicas foram trabalhadas, com mais de uma guitarra e bons backing vocals as primeiras) e outras que parecem estar só para encher linguaça (as ultimas). E o outro ponto são os solos de guitarra, que algumas vezes são criativos e outras apenas uma cópia dos dolos do Slash.
Lógico, a banda nova nunca chegara aos pés da antiga isso não há discussão. No entanto o album é muito bom, não fiquei com dúvidas disso, você só precisa enetender que agora o nome Guns n’Roses signifiva Axl Rose solo.
Ps.: A Universal Group, como citei acima, retirou os videos do Chinese Democracy do Youtube… “boa” estratégia de divulgação, deixaram apenas aqueles que se referem ao Rock in Rio ou ao Guitar Hero. Meio non-sense, já que o album também ficou caracterizado por ter vazado na intenet bem antes do lançamento. Se todos já tem o album, por que não divulga-lo, agora? Só um desabafo meio que baseado no último post.
Desde que ouvi pela primeira vez Scenes From a Memory do Dream Theater, achei fantásitca a idéia do album conceitual, também chamado de ópera rock.
E minha fascinação veio a se concretizar quando escutei pela primeira vez esta obra prima feita por Roger Glover. The Butterfly Ball and the Grasshopper’s Feast, de 1974, reuniu artistas do maior escalão da época para produzir esta obra baseada no livro homônimo de Alan Aldridge. Reza a lenda que o mesmo viraria a trilha do filme, porém nunca aconteceu…
A história conta, basicamente, a preparação dos animais, bem como a descrição deles, para irem a festa do gafanhoto. Ponto interessante é que o album vem com ilustrações de cada um deles (o próprio gafanhoto, a aranha, o coelho, a toupeira…) que coisa infantil, não?
Em 1974, Glover acabava de sair do Deep Purple e decidiu dar prioridade ao trabalho, que no início estava encarregado Jon Lord, e que ainda tocava teclado no Purple e não tinha tempo para produzi-lo. Mesmo sem tempo, Lord gravou boa parte das faixas com seu Korg. Glover decidiu que quase todas as faixas do album seriam interpretadas por diversos cantores, cada um interpretando um animal, dando o toque especial do album. Outra caracteristica é a curta duração das músicas no estúdio, preticamente sem solos, e o inverso acontecendo em um dos seus poucos shows ao vivo.
Butterfly Ball começa com a pequena introdução de Dawn para logo entrar os afiados vocais de Glenn Hughes em Get Ready. Emendando vem a discussão de Saffron Dormouse and Lizzy Bee, cantado por duas vocalistas de timbres bem diferentes porém muito potentes. Harlequin Hare mostra a impolgação do coelho com a festa e em seguida Old Blind Mole, com a topeira pouco empolgada em seu buraco, em um ritmo bem calmo… Magician Moth é aprimeira instrumental, praticamente no teclado, bem no estilo Fantasia da Disney.
A essa altura já teria postado algum vídeo pois as músicas anteriores são muito boas, porém o Youtube não tem video delas… e não sei onde está meu dvd com o show! Bom, a sétima música é a excelente No Solution seguida por Behind Smile, com o jovem David Coverdale nos vocais:
Mais um belo vocal feminino volta aparecer em Fly Away, uma das minhas preferidas, e novamente em Aranea, música com uma percursão muito legal. A próxima música é a primeira de duas com Ronnie James Dio, a bela Sitting in a Dream.
Deep Purple with orchestra and Dio:
Se realmente o album tivesse virado um filme, Waiting seria o preludio dos “vilões da festa”, por se tratar de uma simples música e ser seguida de Sir Maximus Mouse, o rato trapaceiro, com um som bem forte. Dreams of Bedivere é mais uma instrumental no mesmo estilo da anterior.
Back Togheter Again é daquele famoso tipo do bebado tocando piano no bar, seguida da sombria Watch Out for the Bat. A “comevente” história de Little Chalk Blue precede ao banquete da festa:
The Feast é o banquete instrumental, como se alguem estivesse se apresentando ao piano. E finalmente Love is All! A música com Dio, a única que ganhou video-clipe, mostra a tão esperada baile/festa dos bichos:
E é em um triste clima que o album acaba com Homeward, contando a história da volta pra casa… ao ouvir esse música você pode praticamente ver os créditos subindo… principalmente quando as criancinhas começam a cantar.
Se você chegou até este ponto no post, aconselho muito escutar esse album, que supera o rock, se tornando algo significativo a música como um tudo.
Este foi o primeiro album conceitual dos próximos que pretendo fazer. Caso você tenha uma dica de um bom album conceitual, deixe um comentário!