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Review – Whitesnake – 1987

Agosto 8, 2009 · 15 Comentários

Whitesnake_(album)Após as discussões quase incessantes no post da Julieta Venegas, vamos comemorar (como prometido nos comentários do post) o 10° Review de albuns do blog com este que figura, inquestionavelmente, entre os melhores albuns de Hard Rock de todos os tempos.

O album homônimo Whitesnake, e também conhecido como 1987 e Serpens Album, de 1987, levou David Coverdale, a época já 37,  à seu segundo ápice na carreira, sendo o primeiro a participação no Deep Purple, o qual pertenceu de 73 até 76.

Diferentemente de outras bandas que costumam estourar em seus primeiros albuns (este era o oitavo), o Whitesnake já tinha uma carreira consolidada (sua ultima turne antes do 1987 foi encerrada tocando para mais de cem mil pessoas no Rock in Rio), porém após lançar este sucesso de mais de 8 milhões de albuns vendidos passou a figurar entre as maiores bandas de Hair Metal! Digo isso pois até então eles erão considerados uma banda normal de rock, porém o Coverdale já estava cansado e resolveu refaze-la, reformulando todo seu visual e seu som.

A gravação do album ocorreu com o excelente guitarrista Jonh Sykes, compositor de quase todas as músicas junto com o CoverdaleNeil Murray no baixo, Don Airey (atual Purple) no teclado e mais o ex-batera do Journey, Aynsley Dunbar. Porém logo após a gravação Coverdale deu pit reformulou a banda novamente, trazendo os posers guitarristas Adrian Vanderberg (o loiro) e Vivian Campbell (o moreno), Rudy Sarzo no baixo e o batera Tommy Aldridge.

O album tem duas versões, a americana e a europeia, e usarei a última como base, já que as músicas estão em ordem diferente. E a primeira é Still of the Night, terceiro hit do album. Este video do MTV awards é bem estranho, estão tocando com playback (assim eles conseguem ficar lambendo a guitarra e rodando, como pode ser visto no video), porém o Coverdale não está, apesar de estar cantando muito bem mesmo (será que não está mesmo com playback? Deixe sua opnião!):

A segunda música é Bad Boys, a única que não fala de amor e coração partido no album, e é bem Rock’n'Roll no mesmo estilo de sua próxima música, Give me All Your Love, sendo que ambas parecem ser feitas para serem cantadas pelo público em shows.

Looking for Love é mais uma power ballad, novamente falando do coração partido do Coverdale, que parece sempre dar muita emoção nesse tipo de música, e é seguida pela pesada Crying in the Rain, música regravada do album Saints & Sinners, de 1980.

A sexta música é a love song Is This Love, que disepensa comentários! No clipe aparece a namorada do David Coverdale, que logo o trocaria por um dos guitarristas da banda (Vanderberg talvez?). Ela também aparece em todos os outros clipes do album (Hero I Go Again e Still of the Night).

Straight for the Heart e Don’t Turn Away são as músicas que mais aprecem o teclado clássico do Whitesnake, alias elas remetem as antigas músicas deles com seu rock clássico, sendo as de menos sucesso no album.

Chidren of the Night lembra as 2 primeiras músicas, pulando Still [...]. Logo depois vem o maior sucesso do album, Here I Go Again, que também é uma regravação do Saints & Sinners, e é realmente muito boa. O video a seguir é do Live in The Still of The Night, de 2006, talvez um dos melhores shows que já vi em DVD (para ver o clipe original clique aqui!):

E pra fechar o album ainda temos a pesada You’re Gonna Break my Heart Again (não confuda com Don’t Break My Heart Again, também do Whitesnake).

A primeira vista pensei que 1987 era um The Best Of, 75% das melhores músicas deles estão nesse album. O David Coverdale está em ótima fase (“pra variar”), apesar de estar começando a ficar um pouco rouco. Alias é impressionante como ele está em meados de 90, parece que o sucesso desse e do sucessor Slip of The Tongue, exigiram muito dele e acabou ficando um pouco “acabadinho”.

Não gosto de “Os 10 Maiores Albuns de Hard Rock / Rock”, por que tudo depende da fase que você está vivendo, mas se tivesse que fazer uma lista, este album estaria nela, com certeza. Também deixo a dica do Slip of The Tongue, de 1989, e Live in The Still of the Night, de 2006.

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Review – Guns n’Roses – Chinese Democracy

Julho 11, 2009 · 2 Comentários

GNRchinesedemocracyDemorou.

Talvez seja essa a resposta que você, ou qualquer outra pessoa, quando perguntado sobre o Chinese Democracy, de 2008, venha a cabeça.

O album começou a ser feito em 1997 pelo único remanescente da formação clássica do Guns, Axl Rose (tá, tinha o tecladista também, nada contra, mas não conta). O último disco da banda era o Use Your Illusion I e II, e desde a separação de Slash, Izzy e Duff McKagan (que formaram o Velvet Revolver depois de alguns anos), rumores começaram a aparecer de que um novo album seria lançado.

Foi então que começaram todas as expectativas em torno do album, e talvez o que tenha atrapalhado ele. Se você se lembra de quando era jovem, ou mesmo tenha vivenciado a geração Guns (alias, me lembro vividamente do poster, aquele da cruz com as caveiras, no quarto do meu irmão), sabe que tal expectativa não era em vão. Tanta expectatica parece ter gerado inúmeras mudanças no album, inclusive, e obviamente, no timbre da voz do Axl, o que torna as músicas ao vivo bem diferentes.

Mas não posso reclamar. Gostei muito do album, principalmente pelo fato de os antigos músicos da banda serem insubstituiveis, o que só dificulta na avaliação do album, principalmente quando se trata da guitarra principal e do baixo.

Chinese Democracy é o título da primeira faixa e único single do album, com riff marcante e um bom vocal do Axl, send ouma das melhores faixas, e talvez a que mais remete as origens da banda.

Chinese Democracy no Rock in Rio 3 péssima tradução da Globo/MultiShow:

Shackler’s Revenge também apareceu antes do lançamento do album no Guitar Hero 2, e mostra a idéia do Axl sobre elementos um poucos mais industriais, mas nada que deixe a música ruim, pelo contrário. Better é uma boa balada hard rock. Street of Dreams mostra o clássico piano do Guns.

A quinta música é If the World, que pra mim é a melhor do album, com o vocal “muito bem feito”, com a guitarra trabalhada e um ótimo teclado (olha ele ai!). Bom, como a música é muito boa e a Universal Group esta retirando todos os videos deles do youtube, colocarei a musica no guitar hero! =/

Catcher in the Rye volta a seguir a linha industrial com um solo tipo Slash There was a Time é mais uma música com um vocal muito bem feito, dúvido o ver o Axl fazer estes falsetes ao vivo! Scraped, apesar da introdução, e Riad n’ The Bedouins, são outras duas boas músicas e bem pesadas, com boas pegadas de bateria, até antes não vistas no album.

O album segue com Sorry e I.R.S. A décima segunda música é Madagascar, que com certeza não e a melhor da banda, mas talvez reflita um pouco do novo momento da dela:

O album ainda contém This is Love e Protistute, sendo que a qualidade de suas gravações não parece muito boa.

Alias, dois interessantes pontos do album são: você consegue identificar claramente quais músicas foram trabalhadas, com mais de uma guitarra e bons backing vocals as primeiras) e outras que parecem estar só para encher linguaça (as ultimas). E o outro ponto são os solos de guitarra, que algumas vezes são criativos e outras apenas uma cópia dos dolos do Slash.

Lógico, a banda nova nunca chegara aos pés da antiga isso não há discussão. No entanto o album é muito bom, não fiquei com dúvidas disso, você só precisa enetender que agora o nome Guns n’Roses signifiva Axl Rose solo.

Ps.: A Universal Group, como citei acima, retirou os videos do Chinese Democracy do Youtube… “boa” estratégia de divulgação, deixaram apenas aqueles que se referem ao Rock in Rio ou ao Guitar Hero. Meio non-sense, já que o album também ficou caracterizado por ter vazado na intenet bem antes do lançamento. Se todos já tem o album, por que não divulga-lo, agora? Só um desabafo meio que baseado no último post.

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