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Review – Dream Theater – Scenes from a Memory

Julho 25, 2009 · 4 Comentários

200px-Dream_Theater_-_Metropolis_Pt._2-_Scenes_from_a_MemoryApós uma praia faraônica gelada, estou de volta para dar prosseguimento aos albuns conceituais, como prometindo em algum post anterior.

E foi graças a este album que me tornei fã do Dream Theater, uma das grandes bandas atuais do ProgMetal.

Metropolis pt 2: Scenes From a Memory, de 1999, marca o início de uma nova era para banda, sem mudanças em seu line-up, com o início do seu novo tecladista, e por muito pouco, seu quase ultimo album, já que estavam com muitos conflitos internos. Como eles mesmo descrevem, foi o album que mais se esforçaram para atingir todos os melhores aspectos de sonoridade. E concordo plenamente, os solos estão perfeitos, com bases muito bem feitas e pesadas, os vocais harmoniosos e letras muito boas, um album completo.

O DT é formado pelo vocalista James LaBrie e os virtuosos Jonh Petrucci e Jonh Myung, guitarra e baixo, o tecladista Jordan Rudess e meu baterista prefirido, Mike Portnoy.

Sem ser spoiler, Scenes conta basicamente a história, que com certeza é um dos pontos fortes do album, de um homem que vai a um hipnoterapista entender um pouco melhor seu passado, marcado por amor, ódio e morte, para entender melhor seu presente. Ele também é baseado na música Metropolis de seu primeiro album, Image and Words.

A música de abertura, Regression, é Nicholas, personagem principal, sendo hipnotizado, para logo depois entrar Overture, música instrmental que da o ritmo do album, com seu Riffs podendo ser vistos através do album, seguida da forte, porém sem solo algum, Strange Deja Vu, que marca o inicio da história:

Through My Words é a introdução no piano para a pesada Fatal Tragedy, que tem um solo animal ao fim dela. Logo depois vem a excelente, se não a melhor do album, Beyond this Life, com o melhor instrumental do album. Coloquei o video do Live at Budokan, show que vale muito a pena conferir, pena que não há ele inteiro no youtube só o massivo solo, mas no fim tem a múscia normal:

A sétima música é a bela baladinha Through her Eyes, que marca o momento triste do album, sendo seguida por Home, que tem uma pegada muito boa e um vocal sing-along bem legal.

A história vai chegando perto de seu desfecho com The Dance of Eternety, instrumental no mesmo estilo da segunda música do album, e One Last Time, que é onde Nicholas entende seu passado, tendo seu semi-desfecho em The Spirit Carries On, onde ele se liberta de seu fardo…

Porém a verdade só a revelada na última música, Finally Free, que fecha com chave de ouro, conseguindo caracterizar o fim de maneira excelente:

Bom, sem spoilers, o disco é realmente imperdível. Para aqueles que não gostam de rock progressivo, esse album é uma ótima pedida para seu conceito começar a mudar.

Talvez para os fãs mais metalbobão hardcores do Dream, o album seja muito “harmônico”, mas para mim está na medida certa.

Deixo aqui também mais duas dicas que valem muito a pena conferir, os DVDs Live in New York (Scenes from New York), de 2000, e Live at Budokan, de 2004, são muito bons e tem extras muito legais.

Ainda pretendo escrever sobre mais alguns albuns conceituais, se alguém tem algum dica, não esqueça de deixa-la nos comentários!

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Review – Roger Glover & Guests – The Butterfly Ball and the Grasshopper’s Feast

Julho 4, 2009 · 2 Comentários

ButterflyballDesde que ouvi pela primeira vez Scenes From a Memory do Dream Theater, achei fantásitca a idéia do album conceitual, também chamado de ópera rock.

E minha fascinação veio a se concretizar quando escutei pela primeira vez esta obra prima feita por Roger Glover. The Butterfly Ball and the Grasshopper’s Feast, de 1974, reuniu artistas do maior escalão da época para produzir esta obra baseada no livro homônimo de Alan Aldridge. Reza a lenda que o mesmo viraria a trilha do filme, porém nunca aconteceu…

A história conta, basicamente, a preparação dos animais, bem como a descrição deles, para irem a festa do gafanhoto. Ponto interessante é que o album vem com ilustrações de cada um deles (o próprio gafanhoto, a aranha, o coelho, a toupeira…) que coisa infantil, não?

Em 1974, Glover acabava de sair do Deep Purple e decidiu dar prioridade ao trabalho, que no início estava encarregado Jon Lord, e que ainda tocava teclado no Purple e não tinha tempo para produzi-lo. Mesmo sem tempo, Lord gravou boa parte das faixas com seu Korg. Glover decidiu que quase todas as faixas do album seriam interpretadas por diversos cantores, cada um interpretando um animal, dando o toque especial do album. Outra caracteristica é a curta duração das músicas no estúdio, preticamente sem solos, e o inverso acontecendo em um dos seus poucos shows ao vivo.

Butterfly Ball começa com a pequena introdução de Dawn para logo entrar os afiados vocais de Glenn Hughes em Get Ready. Emendando vem a discussão de Saffron Dormouse and Lizzy Bee, cantado por duas vocalistas de timbres bem diferentes porém muito potentes. Harlequin Hare mostra a impolgação do coelho com a festa e em seguida Old Blind Mole, com a topeira pouco empolgada em seu buraco, em um ritmo bem calmo… Magician Moth é aprimeira instrumental, praticamente no teclado, bem no estilo Fantasia da Disney.

A essa altura já teria postado algum vídeo pois as músicas anteriores são muito boas, porém o Youtube não tem video delas… e não sei onde está meu dvd com o show! Bom, a sétima música é a excelente No Solution seguida por Behind Smile, com o jovem David Coverdale nos vocais:

Mais um belo vocal feminino volta aparecer em Fly Away, uma das minhas preferidas, e novamente em Aranea, música com uma percursão muito legal.  A próxima música é a primeira de duas com Ronnie James Dio, a bela Sitting in a Dream.

Deep Purple with orchestra and Dio:

Se realmente o album tivesse virado um filme, Waiting seria o preludio dos “vilões da festa”, por se tratar de uma simples música e ser seguida de Sir Maximus Mouse, o rato trapaceiro, com um som bem forte. Dreams of Bedivere é mais uma instrumental no mesmo estilo da anterior.

Back Togheter Again é daquele famoso tipo do bebado tocando piano no bar, seguida da sombria Watch Out for the Bat. A “comevente” história de Little Chalk Blue precede ao banquete da festa:

The Feast é o banquete instrumental, como se alguem estivesse se apresentando ao piano. E finalmente Love is All! A música com Dio, a única que ganhou video-clipe, mostra a tão esperada baile/festa dos bichos:

E é em um triste clima que o album acaba com Homeward, contando a história da volta pra casa… ao ouvir esse música você pode praticamente ver os créditos subindo… principalmente quando as criancinhas começam a cantar.

Se você chegou até este ponto no post, aconselho muito escutar esse album, que supera o rock, se tornando algo significativo a música como um tudo.

Este foi o primeiro album conceitual dos próximos que pretendo fazer. Caso você tenha uma dica de um bom album conceitual, deixe um comentário!

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