Após uma praia faraônica gelada, estou de volta para dar prosseguimento aos albuns conceituais, como prometindo em algum post anterior.
E foi graças a este album que me tornei fã do Dream Theater, uma das grandes bandas atuais do ProgMetal.
Metropolis pt 2: Scenes From a Memory, de 1999, marca o início de uma nova era para banda, sem mudanças em seu line-up, com o início do seu novo tecladista, e por muito pouco, seu quase ultimo album, já que estavam com muitos conflitos internos. Como eles mesmo descrevem, foi o album que mais se esforçaram para atingir todos os melhores aspectos de sonoridade. E concordo plenamente, os solos estão perfeitos, com bases muito bem feitas e pesadas, os vocais harmoniosos e letras muito boas, um album completo.
O DT é formado pelo vocalista James LaBrie e os virtuosos Jonh Petrucci e Jonh Myung, guitarra e baixo, o tecladista Jordan Rudess e meu baterista prefirido, Mike Portnoy.
Sem ser spoiler, Scenes conta basicamente a história, que com certeza é um dos pontos fortes do album, de um homem que vai a um hipnoterapista entender um pouco melhor seu passado, marcado por amor, ódio e morte, para entender melhor seu presente. Ele também é baseado na música Metropolis de seu primeiro album, Image and Words.
A música de abertura, Regression, é Nicholas, personagem principal, sendo hipnotizado, para logo depois entrar Overture, música instrmental que da o ritmo do album, com seu Riffs podendo ser vistos através do album, seguida da forte, porém sem solo algum, Strange Deja Vu, que marca o inicio da história:
Through My Words é a introdução no piano para a pesada Fatal Tragedy, que tem um solo animal ao fim dela. Logo depois vem a excelente, se não a melhor do album, Beyond this Life, com o melhor instrumental do album. Coloquei o video do Live at Budokan, show que vale muito a pena conferir, pena que não há ele inteiro no youtube só o massivo solo, mas no fim tem a múscia normal:
A sétima música é a bela baladinha Through her Eyes, que marca o momento triste do album, sendo seguida por Home, que tem uma pegada muito boa e um vocal sing-along bem legal.
A história vai chegando perto de seu desfecho com The Dance of Eternety, instrumental no mesmo estilo da segunda música do album, e One Last Time, que é onde Nicholas entende seu passado, tendo seu semi-desfecho em The Spirit Carries On, onde ele se liberta de seu fardo…
Porém a verdade só a revelada na última música, Finally Free, que fecha com chave de ouro, conseguindo caracterizar o fim de maneira excelente:
Bom, sem spoilers, o disco é realmente imperdível. Para aqueles que não gostam de rock progressivo, esse album é uma ótima pedida para seu conceito começar a mudar.
Talvez para os fãs mais metalbobão hardcores do Dream, o album seja muito “harmônico”, mas para mim está na medida certa.
Deixo aqui também mais duas dicas que valem muito a pena conferir, os DVDs Live in New York (Scenes from New York), de 2000, e Live at Budokan, de 2004, são muito bons e tem extras muito legais.
Ainda pretendo escrever sobre mais alguns albuns conceituais, se alguém tem algum dica, não esqueça de deixa-la nos comentários!
Desde que ouvi pela primeira vez Scenes From a Memory do Dream Theater, achei fantásitca a idéia do album conceitual, também chamado de ópera rock.